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29 agosto 2018

Aos 32 anos, lateral-esquerdo Guilherme Siqueira anuncia aposentadoria

Divulgação/AV Assessoria de Imprensa
Sem ter atuado profissionalmente no futebol brasileiro, mas com um currículo invejável no exterior, o lateral-esquerdo Guilherme Siqueira, de 32 anos, anunciou nesta quarta-feira (29) através das redes sociais (@guilhermesiqueira86), que encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional.

Após um período afastado dos gramados tratando de uma lesão no tornozelo esquerdo, o brasileiro optou em deixar o futebol por entender que não conseguiria atingir a condição necessária para atuar novamente em alto nível. “Na minha chegada a Inter de Milão, aos 18 anos, sofri uma fratura e precisei passar por cirurgia. Ao longo dos anos fui perdendo a cartilagem do tornozelo fazendo com que a dor fosse aumentando e se tornasse constante. Nos últimos meses passei por um rigoroso tratamento com profissionais reconhecidos mundialmente antes de tomar essa decisão. Estou certo de que foi a melhor escolha para este momento”, revelou Siqueira.

Feliz por ter construído uma carreira vitoriosa mesmo com todas as dificuldades que o futebol impõe, Siqueira fez questão de agradecer as pessoas que contribuíram para que ele pudesse viver seus maiores sonhos. “Eu me sinto um privilegiado por ter saído das categorias de base do Figueirense, meu clube de coração, e ter conquistado o mundo. O futebol me proporcionou muitos momentos felizes, me fez conhecer amigos maravilhosos e lugares incríveis. Tive a oportunidade de disputar as maiores competições do mundo e quando olho para trás, consigo ter muito orgulho de tudo isso. Só tenho a agradecer as pessoas que me ajudaram nessa caminhada. Dirigentes, comissões técnicas, funcionários e companheiros de clube, torcedores, imprensa, meus representantes e, principalmente, minha família, que sempre foi o meu principal alicerce”.

De volta à Florianópolis, sua cidade natal, Guilherme Siqueira deu início ao planejamento sobre seu futuro, que provavelmente continuará sendo no meio do futebol. “Eu sempre me preocupei com esse momento e ao longo da carreira fui realizando alguns investimentos que me dão uma tranquilidade para planejar com calma esse próximo passo da minha vida profissional. Tenho uma ideia de qual caminho posso seguir no futebol e algumas possibilidades já estão aparecendo. Acredito que em breve teremos boas novidades sobre o meu futuro”, finalizou.

Sobre Guilherme Siqueira:

Irmão mais velho de Gabriela e filho de Gilberto e Nelka, família tradicional do bairro Costeira, em Florianópolis, Guilherme Siqueira sempre teve o sonho de ser jogador de futebol.

Iniciou no futsal, onde conquistou seus primeiros títulos e teve a oportunidade de participar de um torneio em Barcelona, na Espanha, onde no futuro seria o país que lhe daria muitas alegrias, inclusive o seu filho, Arthur, hoje com dois anos.

Figueirense (2000 a 2002)

Após fazer um teste nas categorias de base do Figueirense, Guilherme foi aprovado e deu início a sua trajetória no futebol de campo. Destaque da categoria juvenil, foi convocado para a seleção brasileira sub-17 em 2002 chamando a atenção do italiano Mino Raiola, um dos maiores agentes da atualidade.

Avaí (2003 a 2004)

Negociado com a Inter de Milão após um período de testes na Itália, Siqueira retornou ao Brasil para atuar no Avaí até atingir a maioridade e se mudar em definitivo para o Velho Continente. Pelo Leão da Ilha, foi campeão estadual juvenil e disputou uma Copa São Paulo.

Inter de Milão (2005)

A imensidão da Europa não assustava aquele brasileiro franzino que estava determinado em conquistar o mundo. Longe da família e amigos, teve na Inter de Milão sua primeira e mais dolorosa dificuldade da carreira. No primeiro amistoso, ainda pela equipe júnior e sem ter assinado contrato com o clube, Guilherme sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo após já ter marcado o seu primeiro gol pelo novo time, que naquele momento vencia por 3×1.

Após passar por uma cirurgia, Siqueira mais tarde sofreria as consequências da sua primeira e única lesão grave da carreira. Mesmo lesionado, a Inter honrou o compromisso e assinou um contrato de cinco anos com o promissor lateral-esquerdo brasileiro.

Num elenco recheado de craques, Guilherme Siqueira conviveu e recebeu muito apoio dos brasileiros Zé Maria, Júlio César e Adriano, que faziam parte do estrelado grupo de trabalho comandado por Roberto Mancini.

Lazio (2006)

Sem atuar pela Inter, Siqueira foi envolvido numa troca com a Lazio, que repassou o também lateral-esquerdo César para a equipe de Milão. Apesar da grande campanha, com direito a vaga na Copa da UEFA, o jovem brasileiro foi presença constante no banco de reservas, mas acabou não tendo a oportunidade de fazer a sua estreia na Série A.

Udinese (2006 a 2008 – 2010)

Em agosto de 2006 acabou sendo negociado em definitivo com a Udinese, onde finalmente conseguiu fazer sua primeira partida oficial na Europa. Durante duas temporadas, foram 25 jogos na equipe principal e um período de muito aprendizado. Retornou em 2010 e na sequência acabou cedido ao Granada, da Espanha, clube que mantinha uma parceria com a equipe italiana.

Ancona (2008 a 2009)

Emprestado ao Ancona, que disputava a segunda divisão italiana, Siqueira viveu um dos seus períodos mais complicados na Itália. O brasileiro enfrentou diversos problemas, como uma grave crise financeira e a precariedade na estrutura do clube. Mesmo assim, atuou em 24 partidas e marcou um gol.

Granada (2010 a 2013)

Contratado com o objetivo de ajudar o clube a chegar a elite do futebol espanhol, Siqueira reencontrou o seu verdadeiro futebol. Participou de 35 jogos e foi um dos destaques da campanha que culminou com o acesso à Liga Espanhola.

Na temporada seguinte veio a afirmação e o protagonismo. Com 37 jogos disputados e sete gols marcados, foi o defensor que mais balançou as redes na Europa permanecendo a frente do zagueiro Sérgio Ramos, do Real Madrid, com seis.

Com o desempenho das duas últimas temporadas aliado ao comportamento fora de campo, Siqueira se tornou um dos grandes ídolos da apaixonada torcida do Granada.

Na temporada 2012/13, além de uma vitória sobre o Real Madrid por 1×0, o que não acontecia há 40 anos, foram mais 36 jogos e seis gols, números que o fizeram ser contratado, por empréstimo, pelo Benfica, de Portugal.

Benfica (2013 a 2014)

A boa fase continuou em Portugal. Pelos encarnados, uma temporada que jamais será esquecida. Foram 33 jogos, um gol e três títulos conquistados em quatro possíveis. Campeões da Liga Portuguesa, Copa da Liga e Taça de Portugal, o Benfica deixou de conquistar apenas a Liga Europa sendo derrotado nos pênaltis pelo Sevilla, numa final emocionante.

Atlético de Madrid (2014 a 2015)

Com o espetacular desempenho no Benfica, Guilherme Siqueira foi comprado pelo Atlético de Madrid por 10 milhões de euros, se configurando como a maior transação da história do Granada.

Na sua primeira temporada pelo Atlético, título da Copa Euro-Americana e Supercopa da Espanha, com uma atuação de gala contra o todo poderoso Real Madrid. Outra partida contra os merengues ficou na memória de Siqueira, que elege a partida como seu “jogo inesquecível”. Em fevereiro de 2015, pela Liga Espanhola, o Atlético goleou o Real Madrid pelo placar de 4×0 no estádio Vicente Calderón com gols de Tiago, Saúl, numa linda assistência de Siqueira, Griezmann e Mandzukic.

Pelos rojiblancos foram 44 jogos e um gol anotado até ser emprestado ao Valência após o retorno do compatriota e amigo das categorias de base do Figueirense, Filipe Luís.

Valência (2015 a 2016)

Apresentado como um dos principais reforços do Valência na temporada, Siqueira não teve um papel importante apenas dentro de campo. Fora das quatro linhas, se tornou uma espécie de referência para os jogadores mais jovens como Santi Mina e Toni Lato.

Após alguns jogos com a camisa dos morcegos, Siqueira começou a sentir que o tornozelo não estava mais respondendo como deveria, fazendo com que o atleta iniciasse um tratamento intensivo dentro do clube e também fora dele.

Com 26 jogos, Siqueira deixou o Valência ao final da temporada 2015/16 e rescindiu seu último ano de contrato com o Atlético de Madrid para se dedicar exclusivamente ao tratamento do tornozelo, que culminou com a decisão do encerramento precoce da carreira.

Confira os números de Guilherme Siqueira:

Udinese (ITA): 28 jogos e 01 assistência
Ancona (ITA): 24 jogos, 01 gol e 01 assistência
Granada (ESP): 108 jogos 13 gols e 04 assistências
Benfica (POR): 33 jogos, 01 gol e 01 assistência
Atlético de Madrid (ESP): 44 jogos, 01 gol e 03 assistências
Valência (ESP): 26 jogos e 02 assistências
Total: 263 jogos, 16 gols e 12 assistências

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