Possível saída de Modric põe em risco projeto de "novo" Real Madrid

Modric na comemoração do tri do Real na Liga; croata estaria disposto a sair (Foto:Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images)
Após três títulos consecutivos da Liga dos Campeões, o Real Madrid avaliou que a temporada 2018-19 era o momento de se reinventar. As saídas de Zinedine Zidane e Cristiano Ronaldo abriram espaço não só para uma nova filosofia de jogo, mas de estratégia no mercado da bola, com investimento em jovens promissores como o atacante brasileiro Vinicius Júnior.

Um elenco com menos galácticos, mas com espinha dorsal mantida - Sergio Ramos, Marcelo, Casemiro, Kroos, Bale, Benzema - e completado por jogadores em ascensão, como Isco, Lucas Vazquez e Asensio. Mas a ausência de um nome, a engrenagem que dita o ritmo dessa máquina, pode colocar em risco o projeto do presidente Florentino Perez de construir um "novo" Real: Luka Modric.

Vice-campeão mundial com a Croácia e eleito o melhor jogador da Copa da Rússia, o meia demonstrou vontade de deixar o clube e abriu conversas com a Inter de Milão. A notícia, antes vista como especulação, pegou a todos de surpresa no Real. Modric se reapresentará ao clube nesta segunda-feira (6), quando deverá ter uma reunião com Perez para manifestar o desejo de mudar de ares.

O presidente do Real, em princípio, demonstrou irritação e afirmou que o camisa 10 sai apenas se acionar a multa rescisória, de 750 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões). É um valor inviável, mais que o triplo pago pelo Paris Saint-Germain por Neymar (222 milhões de euros). Sabendo disso, Modric aposta no bom relacionamento com o dirigente para chegar a um acordo e baixar a cifra.

Ele quer sair. Mas, de acordo com o jornal espanhol "As", o Real Madrid estaria disposto a abrir os cofres para não perder Modric, equiparando o salário do meia ao capitão Sergio Ramos, o segundo mais bem pago do elenco, atrás apenas do galês Gareth Bale.

Abrir demais os cofres não era a prioridade para a próxima temporada. As três contratações anunciadas nesta janela - Vinicius Júnior, o lateral Odriozola e o goleiro Andriy Lunin - custaram 83,5 milhões de euros (R$ 357,3 milhões). Fica fora desta conta o acordo pelo atacante brasileiro Rodrygo, do Santos, que será validado apenas em julho de 2019.

A proposta de não realizar contratações bombásticas nesse momento freou alguns avanços recentes por superastros, como Neymar e os belgas Courtois e Hazard. Sem Modric, o Real se vê encurralado por um jogador-chave, e que obrigaria o clube a dar uma resposta imediata no mercado para repor a perda, ainda que não haja um nome unânime para "resolver" e ajudar a criar uma nova dinastia.

Aos 32 anos, Luka Modric disputou 257 partidas e anotou 13 gols em seis temporadas pelo clube espanhol, com 14 títulos conquistados, entre eles a Liga dos Campeões por quatro oportunidades.


Fonte:Uol Esporte
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