Renault expõe temor por críticas públicas da Red Bull com novo motor a partir do GP da Itália - Atividade Esporte News
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30 agosto 2018

Renault expõe temor por críticas públicas da Red Bull com novo motor a partir do GP da Itália

Cyril Abiteboul, chefe da Renault (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Cyril Abiteboul expôs, mais uma vez, o clima nada amistoso entre Renault e Red Bull. O dirigente lembrou as críticas sofridas por Christian Horner após o GP da Hungria e teme que algo do tipo aconteça neste fim de semana em Monza.

Que a relação entre Renault e Red Bull já não é das melhores há algum tempo, não é necessariamente um segredo. As duas marcas, que caminharam juntos ao longo de 12 temporadas, vão se separar ao fim de 2018, com os taurinos firmando nova aliança com a Honda até o fim de 2020. Neste meio tempo, durante o GP da Hungria, Max Verstappen abandonou com problemas no motor. Christian Horner, em entrevista ao vivo à emissora Sky Sports, disparou contra a fábrica francesa. Cyril Abiteboul, diretor da Renault, teme que tal cenário se repita neste fim de semana de GP da Itália, quando Daniel Ricciardo vai contar com a chamada especificação C da unidade motriz construída em Viry-Châtillon.
 
À época, Horner não economizou nas críticas. “Não vou ficar falando muito, mas pagamos milhões de libras por esses motores, por um produto de primeira classe, um produto de última geração, e você pode ver claramente que é algo muito abaixo disso. Então é frustrante. E é isso mesmo. Ainda temos Daniel na corrida, e vou deixar Cyril inventar suas desculpas depois”.
 
Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’, Abiteboul expôs sua preocupação com o que pode ouvir do lado da Red Bull em caso de problema com o novo motor, a ser instalado no carro de Ricciardo para o fim de semana em Monza.

“Esse é exatamente o meu problema. De fato, o precedente da Hungria está me incomodando um pouco, e isso pode representar uma mudança na maneira como estamos deixando, a critério de nossos clientes, para fazer o que quiser. Em teoria, a Red Bull sempre diz que tudo é sobre performance e que eles podem aceitar a [questão da] confiabilidade. Mas como lidar com isso se soubesse como eles reagiriam em Budapeste ao problema que tivemos no MGU-K?”, disse.
 
“Nós só esperamos que Christian não esteja na Sky quando eles tiverem algum problema. Conversamos um pouco sobre isso e eles aceitam o fato de que são um pouco agitados. Entendo isso, entendo a emoção, mas também preciso pensar no fato de que, uma vez que algo é dito, é muito difícil voltar atrás, e isso fica mesmo com um pedido de desculpas feito alguns dias depois, como aconteceu depois de Budapeste”, salientou o dirigente francês, que não escondeu sua mágoa com a postura de Horner.
 
“Isso não apaga o que foi dito no calor do momento. Estamos todos aprendendo, então vamos seguir em frente e dar nosso melhor com a especificação C para o restante da temporada”, complementou.
 
Em princípio, nenhum dos dois carros da equipe de fábrica da Renault vai contar com a nova evolução do motor para o fim de semana. A ideia de Abiteboul é uma só: evitar punições no grid, como sofreram Carlos Sainz e Nico Hülkenberg no último GP da Bélgica. O alemão, depois de ter largado atrás, foi protagonista do sério acidente que envolveu também Fernando Alonso e Charles Leclerc na primeira curva de Spa-Francorchamps.

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