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06 setembro 2018

Renault acusa temor por boa fase da Haas ao apontar carro ilegal no GP da Itália

Nico Hülkenberg (Foto: Renault)
A Renault só deixou Monza isolada no quarto lugar no Mundial de Construtores por dedurar a irregularidade da Haas de Romain Grosjean – um direito dos franceses, mas que expõe uma realidade. A disputa entre as duas equipes se tornou mais apertada do que se imaginava no começo do ano.

Uma montadora poderosa, com grande história na F1, e uma incipiente equipe americana, com três anos no grid. Essas postulantes de realidades distintas se veem em uma briga que pode até soar desigual, mas que parece destinada a um final parelho no GP de Abu Dhabi. Para a grande que precisa bater na pequena, é uma situação um pouco chata – a Renault precisou pedir a exclusão de Romain Grosjean do GP da Itália para não ficar empatada com a Haas no Mundial de Construtores.

Antes de avançar nesse texto, é importante deixar uma coisa clara: quem pede a exclusão de um carro não muda o fato de este ser ou não ilegal. A Haas de Grosjean, pelo que constatou a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), estava fora do regulamento e não pôde sustentar o sexto lugar alcançado em Monza. Um esporte tem regras para serem cumpridas, e os americanos falharam nisso.

Mesmo assim, é curioso. A Renault precisou tomar a iniciativa de ir atrás dos comissários, bancando a dedo duro. E detalhe: o fez somente após a corrida e o bom resultado de Grosjean, que deixou as duas equipes empatadas em 84 pontos. A impressão que fica é de que os franceses já sabiam da incongruência no assoalho antes do domingo, optando por esperar o desfecho da corrida para saber se seria necessário usar a carta na manga ou não. Pode não ser isso, mas mostra que a vida da Renault não anda tão fácil quanto um dia já aparentou.

Fato é que a bobagem da Haas teve seu preço. A possibilidade de deixar Monza com o mesmo número de pontos foi trocada por uma realidade em que o déficit é de 10. Isso após uma sequência de duas corridas em pistas de alta velocidade, ponto fraco da Renault. Agora vamos para uma que deve ressaltar os pontos fortes: Singapura. Considerando que 10 pontos é muita coisa para equipes que pontuam bem menos do que as gigantes, talvez os franceses estejam, agora sim, encaminhando uma situação confortável.

Se a Renault conseguiu dar um passo importante na briga pelo quarto lugar no Mundial de Construtores, também é verdade que a Haas tem motivo para ficar feliz. A equipe americana tem 24 pontos de vantagem sobre a McLaren, que só anda para trás. Chegamos ao ponto em que o quinto lugar é o pior cenário possível para a equipe cinza, que não foi além do oitavo em 2016 e 2017.

Independente de quem vença a briga particular pelo quarto lugar, Haas e Renault tem um ponto em comum: a felicidade pela venda da Force India para Lawrence Stroll. Não fosse a anulação dos pontos das 12 primeiras etapas, os indianos já teriam 92, tomando o quarto lugar das hoje protagonistas. Se uma briga acirrada entre duas equipes já parece estressante, fica o alívio de saber que não é um embate triplo.


Fonte:Grande Premio

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