Fómula 1

Leclerc puxa reação da Ferrari e lidera 1-2 no TL2 no Canadá. Hamilton bate

Charles Leclerc e Sebastian Vettel surgiram em primeiro e segundo em sessão marcada por batida de Lewis Hamilton

07/06/2019 22h43
Por: Redação AEN
Fonte: GRANDE PRÊMIO
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Foto: Divulgação/F1
Foto: Divulgação/F1

O segundo treino livre da Fórmula 1 em Montreal, nesta sexta-feira (7), trouxe surpresas para quem esperava novo passeio da Mercedes. A equipe prateada foi surpreendida por uma Ferrari em reação: depois de levar quase 1s no TL1, os italianos formaram dobradinha no TL2 e apareceram com Charles Leclerc no topo da tabela de tempos.

 Leclerc, com pneus macios, conseguiu 1min12s177. A liderança anima, mas vem com um porém: as margens ainda são pequenas. Sebastian Vettel foi segundo, mas por volta de 0s08 atrás. Valtteri Bottas, com o melhor tempo da Mercedes, ficou com déficit na casa de 0s15.

Lewis Hamilton, por sua vez, não acompanhou o pelotão dianteiro. E por um raro erro: o britânico forçou a barra na chicane das curvas 10 e 11, perdendo a traseira na saída e tocando o muro com alguma força. Lewis conseguiu voltar aos boxes por conta própria, mas o estrago estava feito: por danos na região da suspensão traseira direita, o pentacampeão perdeu a maior parte do TL2.

Quem também teve problemas foi Max Verstappen. O holandês tocou o icônico muro dos campeões com a mesma traseira direita, mas com menos força do que Hamilton. Mesmo assim, bastou para perder tempo nos boxes.

 Dessa forma, o topo da tabela ganhou nova configuração. Carlos Sainz Jr. foi quarto com a McLaren, apenas 0s4 mais lento do que Leclerc. Kevin Magnussen foi quinto, na frente de Hamilton. Sergio Pérez, Daniel Ricciardo, Nico Hülkenberg e Lance Stroll fecharam o top-10. A dupla da Red Bull ficou devendo, com Pierre Gasly e Verstappen respectivamente em 12º e 13º.

Saiba como foi o segundo treino livre do GP do Canadá

O TL2 começou com Robert Kubica correndo para a pista. O polonês perdeu o TL1, quando cedeu o carro para Nicholas Latifi, e precisava recuperar o tempo perdido. Ao fim do primeiro ciclo de voltas, Robert se viu com 1min21s712. Era muito pouco perto do 1min16s303 de Carlos Sainz Jr., pouco depois.

 Quem veio depois também conseguiu baixar os tempos de volta. Alexander Albon acabou como novo líder, com Lance Stroll e Sergio Pérez atrás. E aí a brincadeira acabou: Sebastian Vettel foi o primeiro piloto de ponta na pista, com o tempo de 1min14s036. Charles Leclerc, na sequência, tomou a ponta com 1min14s009.

A Mercedes veio à pista 10 minutos depois, mas com uma postura interessante: Hamilton veio com médios, enquanto Bottas ficou com duros. O inglês cumpriu expectativas e virou líder, mas o finlandês ficou apenas 0s3 atrás, indicando uma briga apertada entre os dois. Vettel, novamente em terceiro, superou o tempo de Leclerc e ficou ‘só’ 0s8 atrás de Hamilton.

 A liderança já parecia encaminhada para um dos pilotos prateados, mas isso não era garantia de um treino sem sustos. Pouco antes da marca de 30 minutos, Hamilton perdeu controle na curva 11, saindo de traseira e batendo com certa força no muro. O carro seguiu relativamente intacto, mas havia o medo de danos mais graves à suspensão traseira esquerda. Assim, Lewis foi aos boxes para inspeções mais profundas. Enquanto o britânico esperava, Bottas voltava à pista para começar a tão importante simulação de corrida.

 E aí a Ferrari reservou uma surpresa: sem dar sinais de vida até aqui, a equipe italiana foi lá e colocou Leclerc em primeiro e Vettel em segundo. Os dois ferraristas estavam com pneus macios, respectivamente anotando 1min12s177 e 1min12s251. Bottas, agora também com os pneus avermelhados, não foi além de 1min12s311.

No pelotão intermediário, a Haas estava em melhor forma. Kevin Magnussen aparecia em um belo quarto lugar, 0s8 atrás de Leclerc. Só que a McLaren tratou de jogar água no champanhe dos americanos, com Sainz 0s4 melhor que o dinamarquês. Assim, o espanhol ficava só 0s4 atrás de Leclerc.

 Hamilton, dessa forma, ia caindo na tabela de tempos. O britânico já completava 20 minutos perdidos na garagem, e sem previsão de sair novamente. A Mercedes tentava consertar os problemas na suspensão traseira direita e, para tal, precisava desmontar e tirar peças.

 Quem também sofria as consequências de um acidente era Antonio Giovinazzi. O italiano precisou de uma troca de caixa de câmbio depois da batida do TL1, o que tomou bastante tempo. Foi só após quase uma hora de TL2 que o italiano deixou a garagem pela primeira vez.

Com 30 minutos de atividade pela frente, a F1 estava no ritmo da simulação de corrida. A maioria dos pilotos estava na pista com tanque cheio, analisando desgaste de pneus e, consequentemente, fazendo tempos de volta mais lentos. A liderança de Leclerc, assim, ficava encaminhada.

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