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Diego Cerri fala sobre contratações e dia-a-dia de trabalho

O gestor falou sobre os motivos de contratar os dois jogadores para se juntar ao elenco do Bahia e sobre o trabalho que faz para trazer novos atletas.

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08/07/2019 23h48
Por: Redação AEN
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Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia

 

Após apresentar os dois novos reforços do Esquadrão de Aço (o zagueiro Juninho e o meio-campista Guerra), o diretor de futebol Diego Cerri também concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do Fazendão.

O gestor falou sobre os motivos de contratar os dois jogadores para se juntar ao elenco do Bahia e sobre o trabalho que faz para trazer novos atletas.

“Hoje é satisfação nossa apresentar Juninho e Guerra, os dois de empréstimo do Palmeiras. Além de jogadores de qualidade, seres humanos e conduta como atleta muito boa. A gente tem conseguido levar isso em consideração e tem tido sucesso, com um bom ambiente interno. Quando converso com os atletas, acho que primeiro o atleta percebe muito a tua honestidade, tua franqueza. Talvez por ter passado um pouco em cada função, ter sido um projeto de atleta, convivendo esses anos todos, a gente sabe muito bem como funciona a cabeça do atleta. Ser honesto e apresentar o projeto como de fato é, deixar o atleta com liberdade para buscar informações. Errar e acertar faz parte do jogo. Atletas não são máquinas, são seres humanos, precisam de um tempo para se adaptar, cada um responde de uma maneira diferente. Sempre tem um risco. Meu sonho é ficar, em algum momento, em um patamar que possa contratar três jogadores e manter um grupo trabalhando já entrosado. Você diminui muito o risco. A gente fica de madrugada, faz aquele trabalho invisível. Sempre vai ter uma margem de erro. A gente procura minimizar muito esse erro estudando a característica do jogador que vem, entender como ele se encaixa no nosso jeito de jogar, como complementaria. Uso muito isso em nossa conversa com o jogador, como atua no campo, as questões extracampos. Ele percebe que não estou escolhendo aleatoriamente por uma conveniência de momento. Brigo muito pelo atleta que a gente quer, não pelos que são oferecidos”, disse.

O processo de contratação é longo e trabalhoso. O diretor fez questão de elogiar a equipe de trabalho do Tricolor e comentou sobre o do dia-a-dia do gestor de futebol.

“Ninguém faz nada sozinho. Clube vem crescendo, se estruturando, se profissionalizando. A gente tem equipe de trabalho boa. Acho que é meio chavão, mas é muito trabalho. Cara não pode se acomodar em uma função dessa porque é uma demanda muito grande. Aqui no Brasil as pessoas enxergam muito o trabalho do diretor de futebol como o cara que contrata. Mas acho que, se fosse te responder uma pergunta, é claro que tem todo o trabalho que não é visível, mas é a parte das contratações que marca mais. É uma linha de gestão técnica que foi possível colocar em prática aqui no clube. A gente tem conseguido aos poucos trazer jogadores que criam vínculo, ficam por mais tempo. Bahia tem pouquíssimos atletas emprestados. Agora estão chegando alguns, mas cada um com uma particularidade de contrato que prevê algo futuro. Aos poucos a gente tem conseguido montar equipe competitiva. Esse trabalho tem feito com que a gente tenha uma longevidade maior dentro do clube. Se fosse eu sozinho, nada daria certo. A gente tem uma equipe bem qualificada”, falou.

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