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06 setembro 2018

Wickens tem fratura no pescoço, passa por cirurgias e vai para reabilitação

Robert Wickens teve uma série de lesões (Foto: IndyCar)
A Schmidt Peterson revelou uma lista de nove lesões sofridas por Robert Wickens no acidente em Pocono. O time ainda informou que o canadense passou por cirurgias nas pernas e mãos nesta semana.

Após uma semana sem nenhuma atualização, a Schmidt Peterson divulgou um comunicado nesta quinta-feira (6) dando novas informações sobre o estado de saúde de Robert Wickens e das lesões que o canadense sofreu no acidente nas 500 Milhas de Pocono. A lista contava com nove tipos diferentes de lesões, entre outras, uma fratura no pescoço.

A lista de lesões sofridas por Wickens divulgada pela SPM foi: fratura na coluna vertebral torácica, lesão na medula espinhal, fratura no pescoço, fratura na tíbia e na fíbula das duas pernas, fratura nas duas mãos, fratura no antebraço direito, no cotovelo, quatro costelas fraturadas e uma contusão pulmonar.

O comunicado também informou que o canadense passou por cirurgias nesta semana nas duas pernas e nas duas mãos e deve ser transferido para o centro de reabilitação em breve. No entanto, a gravidade da lesão na coluna vertebral segue desconhecida e os especialistas que cuidam do caso deixaram claro que podem levar semanas ou meses para detalhar o tamanho da gravidade.

Além disso, a equipe reiterou que o carro #6 segue à espera de Wickens, ainda que Carlos Muñoz esteja fazendo um bom trabalho.

"Enquanto Robert se recupera, queremos deixar claro que o carro #6 é dele e só dele. Não importa quanto demore essa recuperação, vamos guardar a vaga dele. Carlos Muñoz está fazendo um ótimo trabalho conosco, mantendo o #6 na disputa e estamos satisfeitos com ele. O caminho até a recuperação total de Robert será duro, mas esperamos que ele volte melhor, mais forte e mais rápido", disse o time no comunicado.

Wickens está internado no Hospital Metodista de Indianápolis desde a semana passada. O Metodista é famoso por receber todos os pilotos que se acidentam na época da Indy 500, bem como é referência para tratamento na área de ortopedia.

O canadense permaneceu 12 dias no Lehigh Valley Hospital-Cedar Crest, localizado na cidade de Allentown, na Pensilvânia, onde realizou uma série de cirurgias para reparos na medula espinhal — onde foram colocadas peças de titânio —, nas pernas e no braço direito fraturados.

Indy divulga imagens do primeiro teste Alonso em circuito misto no Alabama

Fernando Alonso testando no Alabama (Foto: Reprodução/Twitter)
Fernando Alonso completou suas primeiras voltas em um circuito misto na Indy e avaliou experiência como um dia “bom, divertido e feliz”. A Indy, no dia seguinte ao teste, liberou as primeiras imagens do espanhol em Barber.

A Indy divulgou, na tarde desta quinta-feira (6), algumas imagens do teste de Fernando Alonso em Barber. Na primeira atividade do espanhol em um circuito misto da Indy, a categoria mostrou o carro #29 também no piso molhado, além de liberar o áudio da entrevista que já havia sido divulgada nesta quarta-feira com as impressões iniciais do espanhol, que falou do dia "bom, divertido e feliz". 

"Foi um dia bom e divertido. Adoro testar carros novos e testar esse da Indy num circuito misto foi especial. Tive sorte também de pegar condições de pista molhada, além da pista seca, então foi um sentimento bom em todos os tipos de condições. O tempo estava bom, apesar de um pouco de vento, mas um dia positivo, no geral", avaliou.

Fernando Alonso testando em Barber (Foto: Reprodução/Twitter)
O espanhol chamou a atenção por estar no carro #29 da Andretti sem nenhum patrocínio ou menção à fornecedora de motor. A Andretti, aliás, é uma das parceiras mais tradicionais da Honda, marca que Alonso teve diversas rusgas nos tempos de parceria dos japoneses com a McLaren na F1.

"Não sei dizer se preferi aqui ou a Indy 500. Provavelmente meu instinto vai dizer o misto, é o que fiz a vida toda, mas a Indy 500 foi incrível, então é 50% x 50%. Eu adorei o jeito que o carro se composta no misto, mas adoro competir no oval, sentir o vácuo, o tráfego e as ultrapassagens, então, amo a ação que tem na Indy 500", seguiu.

A pintura do carro foi a mesma que Carlos Muñoz usou nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano, a única prova em que o #29 esteve competindo.

"Era algo que estava esperando desde o ano passado, tive oportunidades desde a Indy 500, mas faltava tempo. Aconteceu agora e estou muito feliz por isso. Adoro estar guiando, um novo carro, uma nova experiência, aprendi muito com o time, engenheiros, todo mundo. Um dia feliz", completou.

A única experiência anterior de Alonso com a Indy foi nas 500 Milhas de Indianápolis de 2017, mas teve de abandonar a corrida por conta de uma quebra de motor.


Fonte:Grande Premio

31 agosto 2018

Wickens é transferido para Hospital Metodista em Indy e vai passar por nova cirurgia

Pilotos da Indy seguram faixa em homenagem a Robert Wickens (Foto: IndyCar)
Robert Wickens vai continuar o tratamento na unidade de terapia do famoso hospital de Indianápolis de acordo com as informações da SPM. O piloto ainda se recupera do forte acidente em Pocono.

A equipe Schmidt Peterson informou nesta sexta-feira (31) que Robert Wickens foi transferido ontem para o Hospital Metodista de Indianápolis para dar continuidade ao tratamento decorrente do acidente sofrido no início das 500 Milhas de Pocono.

O Metodista é famoso por receber todos os pilotos que se acidentam na época da Indy 500, bem como é referência para tratamento na área de ortopedia.

O canadense permaneceu 12 dias no Lehigh Valley Hospital-Cedar Crest, localizado na cidade de Allentown, na Pensilvânia, onde realizou uma série de cirurgias para reparos na medula espinhal — onde foram colocadas peças de titânio —, nas pernas e no braço direito fraturados.

Ainda de acordo com a SPM, o piloto vai passar por novas operações nas pernas. Detalhes sobre a gravidade da lesão sobre a medula não foram dados, de modo que segue a dúvida sobre a mobilidade de Wickens face à batida violenta no alambrado do trioval.

Na semana passada, a equipe também informou que Wickens já estava respirando normalmente, sem ajuda de aparelhos, e se comunicou com a família. 

Se não teve substituto no GP de Gateway, a SPM chamou o colombiano Carlos Muñoz para correr no carro #6 nas duas provas remanescentes do campeonato, Portland — no fim de semana atual — e Sonoma. 

McLaren confirma teste de Alonso com Andretti na Indy na próxima semana

A McLaren confirmou que Fernando Alonso fará um teste com a Andretti na próxima semana. Zak Brown, porém, não divulgou detalhes da atividade

 Fernando Alonso e a Indy 500 (Foto: IndyCar)
A McLaren confirmou que Fernando Alonso fará seu primeiro teste com um carro atual da Indy na próxima semana. O bicampeão anunciou que vai deixar a F1 no fim da temporada 2018.

Alonso vai disputar a temporada 2019 da Indy pela Harding com aliança entre Andretti, McLaren e Chevrolet.

Falando à TV espanhola, Zak Brown, chefe da McLaren, confirmou que Alonso vai provar um carro da Andretti na próxima semana.

“Possivelmente, vamos competir na Indy. Alonso vai fazer testes na semana que vem”, afirmou. “Ele ainda não decidiu o que quer fazer. Ele é parte da família McLaren”, seguiu.

“O teste é com a Andretti”, confirmou. “Nós trabalhamos com a Indy em relação ao que queremos fazer no futuro”, completou.

Brown, no entanto, não deu detalhes sobre o teste, que será fechado ao público e à imprensa. 

Neste fim de semana, o campeonato liderado por Scott Dixon estará neste fim de semana em Portland para a disputa da 16ª e penúltima etapa da temporada 2018.

A única experiência anterior de Alonso com a Indy foi nas 500 Milhas de Indianápolis de 2017, mas teve de abandonar a corrida por conta de uma quebra de motor.

26 agosto 2018

Na Indy, Will Power vence em Gateway Park e sobe para o 3º lugar

(Foto: Divulgação)
Will Power conquistou sua terceira vitória na atual temporada da Fórmula Indy neste sábado, no circuito de Gateway Park, o último traçado oval do calendário da categoria. O australiano iniciou a corrida na quarta colocação, porém, mostrou bastante persistência ao longo das 248 voltas para cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.

Como o treino classificatório foi cancelado por conta da chuva, o grid de largada foi definido de acordo com a classificação do campeonato. Por isso, Scott Dixon teve a vantagem de iniciar a corrida na primeira posição, mas não se manteve na ponta e viu Will Power ultrapassá-lo na 150ª volta.

O norte-americano Alexander Rossi terminou em segundo lugar, mesma posição em que largou. Scott Dixon fechou o pódio e viu sua vantagem na liderança diminuir para 25 pontos. Com o resultado, Will Power subiu da quarta para a terceira colocação do campeonato e somou a 35ª vitória de sua carreira.

Entre os brasileiros, Pietro Fittipaldi, que fez sua segunda corrida em um circuito oval neste sábado e largou na última fila, terminou a corrida em 11º lugar, à frente do experiente Tony Kanaan, que cruzou a linha de chegada na 14ª colocação. O jovem gaúcho Matheus Leist ficou com o 16º posto.

Os pilotos da Fórmula Indy voltam a entrar em ação no próximo domingo, no Grand Prix de Portland. Antes disso, na sexta-feira, eles fazem dois treinos livres. No sábado, vão às pistas para mais uma sessão e, posteriormente, definem o grid de largada no treino classificatório.


Fonte:Gazeta Esportiva

24 agosto 2018

Chuva faz Indy cancelar classificação em Gateway e grid segue tabela de pontos. Dixon larga na pole

A chuva reapareceu no final do primeiro treino livre e tornou inviável uma programação que já estava atrapalhada. Assim, a organização cancelou a classificação em Gateway e a corrida terá o grid baseado na tabela de pontos

Scott Dixon (Foto: IndyCar)
A chuva do final da tarde não fez apenas a Indy encerrar mais cedo seu primeiro treino livre. Já na noite desta sexta-feira (24), a direção de prova cancelou a classificação, formando o grid de largada com base na pontuação dos carros no campeonato. Assim, Scott Dixon largará na pole em Gateway.

De forma bem pouco convencional, Dixon conquistou sua primeira pole na temporada e encerrou um jejum que durava desde as 500 Milhas de Indianápolis do ano passado sem estar na posição de honra do grid de largada.

Alexander Rossi, que liderou o primeiro treino livre em Gateway, vai partir da segunda posição no grid, com as duas Penske logo atrás: Josef Newgarden em terceiro e Will Power em quarto. Ryan Hunter-Reay é quem fecha o top-5.

Com Robert Wickens hospitalizado se recuperando de lesões causadas pelo acidente em Pocono, Simon Pagenaud herda a sexta posição no grid, com Graham Rahal, James Hinchcliffe, Sébastien Bourdais e Marco Andretti fechando o grupo dos dez primeiros.

Tony Kanaan vai partir de 15º, enquanto Matheus Leist sai de 19º e Pietro Fittipaldi larga na 21ª colocação. A largada está prevista para 21h30 deste sábado (em Brasília) e, se tudo der certo, os pilotos ainda terão 1h30min de TL2 a partir de 21h30 desta sexta-feira.

Indy, GP de Gateway, Grid de largada
1S DIXONGanassi Honda
2A ROSSIAndretti Honda
3J NEWGARDENPenske Chevrolet
4W POWERPenske Chevrolet
5R HUNTER-REAYAndretti Honda
6S PAGENAUDPenske Chevrolet
7G RAHALRLL Honda
8J HINCHCLIFFESPM Honda
9S BOURDAISDale Coyne Honda
10M ANDRETTIAndretti Honda
11E CARPENTERCarpenter Chevrolet
12E JONESGanassi Honda
13T SATORLL Honda
14S PIGOTCarpenter Chevrolet
15T KANAANFoyt Chevrolet
16Z VEACHAndretti Honda
17C KIMBALLCarlin Chevrolet
18G CHAVESHarding Chevrolet
19M LEISTFoyt Chevrolet
20M CHILTONCarlin Chevrolet
21P FITTIPALDIDale Coyne Honda

19 agosto 2018

Rossi vence 500 Milhas de Pocono afetadas por acidente assustador de Wickens. Dixon é 3º

A etapa de Pocono da Indy foi bastante decepcionante. Sem muitas ultrapassagens, a corrida viu Alexander Rossi vencer - e aparecer firme na briga pelo título - após um acidente horroroso com Robert Wickens, que decolou e arrebentou parte da grade de proteção do oval. Matheus Leist foi 11º, Tony Kanaan e Pietro Fittipaldi abandonaram

Alexander Rossi (Foto: IndyCar)
Faltou emoção na interminável edição de 2018 das 500 Milhas de Pocono. Neste domingo (19), Alexander Rossi venceu uma corrida marcada pela ausência de boas disputas de pista e, principalmente, um acidente horrível com Robert Wickens logo na largada, que tocou com Ryan Hunter-Reay, decolou e foi parar na grade de proteção.

Rossi chegou ao primeiro lugar na base da boa largada. Nas duas vezes que os pilotos partiram, o americano superou Josef Newgarden e, depois, Will Power. Chegou a perder a liderança para o australiano, mas retomou sem maiores problemas. 

A verdade é que, além dos novos kits aerodinâmicos, pareceu que faltou ação para basicamente todo mundo. Scott Dixon, por exemplo, chegou na terceira posição e não foi exatamente pressionado por Sébastien Bourdais em momento algum, mesmo com o francês mais rápido.

Entre os candidatos ao título, Josef Newgarden foi o grande perdedor, chegando na quinta colocação sem um bom ritmo a corrida toda. Zach Veach, Marco Andretti, Simon Pagenaud, Charlie Kimball e Ed Carpenter completaram o top-10. Matheus Leist foi o 11º, batendo na trave para conseguir a primeira prova entre os dez primeiros da carreira na Indy.

Apesar da falta de informações detalhadas sobre o estado de saúde, Wickens deixou o autódromo de helicóptero acordado e consciente. Pietro Fittipaldi e James Hinchcliffe, também envolvidos no acidente, foram liberados sem lesões.

Confira como foram as 500 Milhas de Pocono

A bandeira verde para as 500 Milhas de Pocono viria 15h15 (em Brasília), mas antes de qualquer coisa já veio a primeira batida. Graham Rahal tentou antecipar o movimento da largada, saiu lançado e acertou em cheio Spencer Pigot, que rodou e foi para o muro. Rahal quebrou a asa dianteira, mas Pigot já abandonava antes mesmo de abrir a primeira volta.
 
Lá na frente, Alexander Rossi passava Josef Newgarden, mas dava a impressão de que os pilotos teriam de realinhar como o grid de largada para a primeira bandeira verde de fato.
 
Os boxes foram abertos e bastante gente entrou para dar bote em estratégia, com Rahal tendo muito trabalho para tentar acertar a roda que ficou deformada pela batida com Pigot.

A pancada absurda ainda acabou envolvendo Pietro Fittipaldi, James Hinchcliffe e Takuma Sato, que pareciam também ter de abandonar a corrida. Aliás, Pietro e Hinch também bateram feio tentando desviar e, com a grade toda arrebentada, no mínimo a corrida teria de ser bem atrasada.

Depois de bons 20 minutos, Wickens foi removido da pista e deixou o traçado de helicóptero, ainda sem informações sobre seu estado de saúde, como frisou até Hunter-Reay - que se defendeu da culpa pelo acidente -. Enquanto isso, a grade nova chegava, mas não parecia ser uma solução rápida. Logo depois, a Indy anunciou que precisaria de mais, pelo menos, uma hora para reparar a proteção.

Uma hora depois do acidente, Wickens foi removido da pista de helicóptero para o hospital Lehigh Valley Medical. A categoria informou que o canadense deixou o traçado acordado e consciente. Enquanto isso, Pietro e Hinch seguiam no Centro Médico passando por radiografias, com o brasileiro tendo machucado o tornozelo em recuperação pelo acidente no WEC. Ambos foram liberados para correr minutos depois.

Quando os relógios marcavam 16h45 (em Brasília), a Indy soltou um novo comunicado sobre os reparos da pista e informou que uma nova tentativa de largada estava prevista, desta vez, para 17h15.

Duas horas depois da interrupção, tudo certo para uma nova relargada na nona volta. A bandeira amarela voltou oficialmente às 17h24, com quatro voltas antes da bandeira verde. Rahal perdia dois giros por ter mexido no carro fora da hora.

Tão logo os carros voltaram a rodar e os boxes abriram, vários pilotos pararam para reparos. Pagenaud, Dixon, Chilton, Jones, Kimball e Daly não perderam tempo. Assim, a relargada teria: Rossi, Power, Newgarden, Veach, Bourdais, Andretti, Carpenter, Kanaan, Leist e Chilton.

A relargada aconteceu na 13ª volta às 17h31, com Rossi saindo muito bem e Power ficando, mas segurando Newgarden e Veach. Andretti foi quem cresceu com isso, pulando para quinto e colando nos líderes. Atrás, Dixon já era nono de pneus novos.
 
Enquanto Daly passava raspando no muro e quase causava nova batida, Kanaan já tinha novos problemas com sua Foyt. E aparentemente era algo mecânico, mais uma vez. Lá na frente, Rossi abria 2s para Power e 4s para Newgarden, com Dixon pintando em oitavo.

Pigot conseguia passar todos os carros que haviam abandonado - incluindo Tony - e aí era missão cumprida. O carro seguia danificado e o americano recolheu na volta 30. Rossi ampliava a vantagem para Power para 5s1, que estava 1s9 na frente de Newgarden. Veach e Andretti andavam juntos e próximos do americano da Penske.

Os pilotos começaram a parar na volta 38, com Leist indo aos boxes após um bom stint em que abriu boa margem para Pagenaud. O último dos primeiros colocados a parar foi Dixon, na volta 42. Rossi aparecia 7s5 na frente de Power, que tinha 3s9 para Newgarden. Veach vinha apenas 0s9 distante de Josef, com Bourdais, Andretti, Carpenter e Dixon próximos. Leist aparecia 4s5 atrás e tinha 6s5 de frente para Pagenaud, que fechava o top-10.

A corrida entrava no segundo quarto das 200 voltas de forma absolutamente modorrenta após um começo que dava sinais de que seria um dia caótico. Rossi até perdeu parte da vantagem para Power, mas logo a reconstruiu quando o australiano foi enfrentando retardatários.

Finalmente veio uma ultrapassagem na volta 66, quando Bourdais superou Veach. Curiosamente, no giro seguinte, a outra manobra foi justamente o troco de Zach, voltando para quarto.

Veio a nova janela de paradas e Andretti se deu muito bem. O americano antecipou um pouquinho os rivais e, junto com Dixon - que antecipou um pouco menos -, escalou o pelotão. Rossi voltou 11s3 na frente de Power, com Andretti e Dixon passando Newgarden nos boxes. Bourdais, Veach, Pagenaud, Carpenter e Leist também estavam no top-10.

Veio a metade da corrida e Carpenter abria a janela de paradas, seguido por Andretti e Leist. Matheus, aliás, vinha segurando Rossi e isso voltou Power para a briga real pela vitória, já que apenas 2s9 separavam os dois. 

Rossi e Power pararam juntos e voltaram ainda mais próximos, no meio de retardatários e separados por apenas 0s7. A briga pelo lugar mais baixo do pódio também pegava fogo, com Andretti aproveitando ação maior na volta para a pista e mantendo a posição contra Dixon. 
 
Newgarden é quem tinha o cenário mais nebuloso do momento e seguia perdendo posições. Não demorou para que o americano ficasse atrás de Bourdais na rodada de paradas. 
 
Andretti estava muito longe dos dois ponteiros, então, sua meta virava apenas entrar certinho numa tática ideal de paradas. E isso causava a formação de um grande pelotão com Dixon, Bourdais, Newgarden e Veach, todos muito próximos.

A nova janela de paradas veio com muitas mudanças significativas na classificação da corrida. Power se deu bem parando uma volta depois de Rossi e finalmente tomou a liderança, enquanto Andretti desabou para sexto, preso atrás de Newgarden.

No entanto, inacreditavelmente, numa corrida de tão difícil ultrapassagem, Power vacilou quando menos podia, escapou na volta 141 e abriu o caminho para que Rossi desse o troco. A corrida voltava ao controle do americano.

Enquanto Rossi voltava a fugir na liderança da corrida e Bourdais apertava bastante o ritmo para cima de Dixon atrás do pódio, Veach tirava o companheiro Andretti da frente para virar sexto. Lá atrás, Leist tentava segurar Kimball pelo primeiro top-10 na carreira.

Leist abria a última janela na volta 164 e dificilmente conseguiria levar o carro até o final. Outro que parou foi Daly, mas este porque deu no muro e teve sorte de não abandonar ali mesmo. 

Rossi foi aos boxes um giro antes de Power e voltou muito à frente do australiano que, mais uma vez, errou no traçado e quase foi parar no muro antes do pit-stop. 6s6 separavam os dois e a corrida parecia definida com 26 voltas pela frente. Dixon abria para Bourdais, que tinha folga para Newgarden, acompanhado por Marco e Veach.

O stint final foi extremamente parado, mantendo bem a tônica da corrida. Rossi só foi abrindo para Power e marchou, assim, para sua terceira vitória no ano, quinta na Indy. O americano segue vivo atrás do título, mas Dixon, em terceiro, saiu forte de Pocono com uma Ganassi muito limitada.

Indy, 500 Milhas de Pocono, Classificação Final

1 A ROSSI Andretti Honda 4:32:00.000 200 voltas
2 W POWER Penske Chevrolet +4.498  
3 S DIXON Ganassi Honda +41.356  
4 S BOURDAIS Dale Coyne Honda +42.012  
5 J NEWGARDEN Penske Chevrolet +1 volta  
6 Z VEACH Andretti Honda +1 volta  
7 M ANDRETTI Andretti Honda +1 volta  
8 S PAGENAUD Penske Chevrolet +1 volta  
9 C KIMBALL Carlin Chevrolet +2 voltas  
10 E CARPENTER Carpenter Chevrolet +3 voltas  
11 M LEIST Foyt Chevrolet +3 voltas  
12 E JONES Ganassi Honda +3 voltas  
13 M CHILTON Carlin Chevrolet +4 voltas  
14 G RAHAL RLL Honda +4 voltas  
15 C DALY Harding Chevrolet +38 voltas NC
16 S PIGOT Carpenter Chevrolet +183 voltas NC
17 T KANAAN Foyt Chevrolet +184 voltas NC
18 R HUNTER-REAY Andretti Honda +194 voltas NC
19 R WICKENS SPM Honda +194 voltas NC
20 J HINCHCLIFFE SPM Honda +194 voltas NC
21 T SATO RLL Honda +194 voltas NC
22 P FITTIPALDI Dale Coyne Honda +194 voltas NC


Fonte:Grande Premio

11 agosto 2018

Tony Stewart busca vaga para correr a Indy 500 em 2019

Foto: AFP/ Jerry Markland
O amor de Tony Stewart pelas 500 milhas de Indianapolis está bem guardado na história. Agora, o campeão da NASCAR e IndyCar quer outra chance nas 500 Milhas de Indianápolis em 2019.

Iniciou sua carreira na Indy Racing League de 1997 e foi três vezes campeão da NASCAR Cup, com duas vitórias no Brickyard 400. Seu melhor resultado na Indy500 foi a pole em 1996, pela Menard. Embora Stewart não tenha aberto conversas com nenhuma equipe da IndyCar até o momento , ele indicou suas intenções na inauguração do Ford Mustang 2019.

“Se eu for, não vou apenas correr”, disse Stewart à ‘NBC Sports’, que transmitirá a corrida em 2019.

“Eu não quero ser um espetáculo à parte como a Danica estava na Indy deste ano.  Se eu for, quero ir me sentindo como se tivesse a mesma oportunidade de ganhar o que todo mundo”

“Eu me importo em correr bem no carro. Eu não sei, quero ser o espetáculo do circo”

Sob as novas regras de licenciamento da IndyCar, Stewart se qualifica para entrar na categoria da Verizon IndyCar devido à sua experiência anterior na NASCAR e na IRL. Como o sistema foi projetado para manter o nível bastante  alto da IndyCar, como um dos maiores do esporte, Stewart entende a importância de competir de forma justa com o campo em tempo integral.

“É um insulto para os caras que fazem isso toda semana, aparecer e pensar que você vai ser tão bom quanto eles”, disse ele.

“Eles estão no jogo deles. Eles conhecem seus carros. Eles sabem como precisam de seus carros para se sentirem bem na corrida. É tolice pensar que você pode simplesmente aparecer e ser competitivo e ter uma chance de vencer”, explicou.
 
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