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19 maio 2020

Brasil terá novo medalhista olímpico. Cláudio Roberto, prata em Sydney

20 anos depois, velocista que disputou eliminatórias, receberá prêmio

Foto: Fernanda Paradizo/CBAt

Em setembro de 2000, Cláudio Roberto de Souza tinha 27 anos. Nascido em Teresina, capital do Piauí, o velocista estava em Sydney e fazia parte da equipe brasileira que viria a fazer história no revezamento 4x100m naquela edição dos Jogos Olímpicos.

Nas eliminatórias, Cláudio Roberto correu ao lado de Vicente Lenílson, Edson Luciano e André Domingos. A partir da semifinal, ele foi substituído por Claudinei Quirino, que manteve o alto nível do quarteto brasileiro até a decisão. Na final, dia 30 de setembro, Cláudio Roberto assistiu das arquibancadas do Estádio Olímpico o quarteto formado pelos colegas Lenílson, Edson, André e seu substituto Claudinei Quirino finalizarem a prova em segundo lugar. O time verde e amarelo só ficou atrás dos americanos (37s61) e logo à frente de Cuba (38s04). Prata, a mais valiosa das quatro medalhas olímpicas do Brasil em revezamentos (além dessa prata de 2000, são três bronzes, um em 1996 e dois em 2008).

Segundo o próprio Comitê Olímpico Internacional (COI), Cláudio teria direito à medalha mesmo participando apenas das eliminatórias. A entrega só não ocorreu naquele dia porque o protocolo restringia a cerimônia aos quatro atletas da final. Só que, por vários motivos, a espera acabou sendo bem maior do que o atleta imaginava. Foram 20 anos aguardando. Mas, em breve, será a vez do piauiense sentir o gosto de colocar a medalha no peito. Após pedido de reavaliação do caso por parte do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o COI confirmou nesse final de semana que a medalha será entregue ao brasileiro. A data e o local da cerimônia não estão definidos em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Vamos reparar uma injustiça histórica. Sempre o consideramos medalhista olímpico, mas faltava o Cláudio receber a medalha que lhe é de direito. Sua participação naquele revezamento foi fundamental para o Brasil chegar à decisão e depois conquistar a medalha de prata”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Cláudio, hoje com 46 anos, afirma que nunca desistiu de receber a medalha.: “Tenho orgulho daquele time ter ganhado a medalha. Fiz parte daquilo tudo, corri com eles. São vinte anos à espera dessa carta de confirmação. Só tenho a agradecer”.

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Warlindo Carneiro Filho, elogiou a postura de Cláudio até que a história chegasse ao desfecho positivo: “Parabenizo o Claudinho, uma pessoa sensacional, pela tranquilidade com que esperou. Parabenizo o André Domingos, que fez uma homenagem ao Cláudio com a réplica da medalha entregue em 2017, na assembleia da CBAt. Parabenizo o COB pelo trabalho. Claudinho, que momento espetacular! Estamos todos felizes e emocionados com mais essa vitória do atletismo brasileiro”.

“Com isso, já resgatamos cinco medalhas olímpicas, nove contando com as do revezamento 4x100m feminino, de Pequim 2008. Agora, resgatamos mais uma”, disse o dirigente.

A busca pelo reconhecimento recomeçou em 2019, quando o vice-presidente do COB, Marco Antônio La Porta, se encontrou com Cláudio em Teresina. Após uma troca de mensagens, apresentação e análise de provas e documentos, o COI respondeu afirmativamente ao pedido brasileiro dizendo que a medalha será entregue até o fim do verão europeu desde ano, em setembro.

“Assim que o COB receber a medalha enviada pelo COI, providenciaremos uma cerimônia de entrega da medalha à altura do feito do Cláudio Roberto. O Comitê tem trabalhado para valorizar a memória do esporte olímpico brasileiro e, sem dúvidas, essa homenagem fará jus a um dos grandes velocistas do Brasil”, completou Paulo Wanderley.

“A sensação de receber a medalha é maravilhosa. Eu busquei essa medalha durante anos e, de repente, ela vai chegar ao meu peito. Nunca perdi a esperança, mas sempre conduzi de uma maneira tranquila. Esse é o meu jeito. Agora é esperar mais uns meses até essa medalha chegar até mim. Já tá confirmado, já é oficial e estou numa felicidade bem grande”, concluiu Claudinho, como o ex-atleta é conhecido pelos colegas.


Fonte: Agência Brasil

21 março 2020

Em nota, COB defende Jogos Olímpicos em 2021

Justificativa é o "notório agravamento da pandemia de Covid-19"


Em nota oficial divulgada hoje (21) em seu site, o Comitê Olímpico do Brasil defendeu o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para o próximo ano, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto.

As justificativas do órgão foram o notório agravamento da pandemia de Covid-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e a consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global.

No documento, o presidente do COB, Paulo Wanderley, se pronunciou de forma oficial: “Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os jogos para este ano impedirá que esse sonho seja realizado em sua plenitude”.

O comitê aproveitou a ocasião para ressaltar que a proposta de fazer os jogos em 2021 não altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) e de que a melhor solução para o olimpismo será tomada. 

“O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das guerras mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar esses obstáculos, e vemos a chama olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completa Paulo Wanderley.

Ainda na nota oficial, o comitê lembrou que, desde o início da pandemia, a entidade tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores. Há uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os jogos e determinou na terça-feira (17) o fechamento total do CT Time Brasil.


Fonte: Agência Brasil

01 dezembro 2018

COI anuncia comissão dos direitos humanos para Olimpíadas a partir de 2024

(Foto: Greg Martin/IOC)
O Comitê Olímpico Internacional anunciou neste sábado, marca de 600 dias para os Jogos de Tóquio, a criação de uma comissão de direitos humanos. Prevista para ter de seis a nove membros, ela vai ser dirigida pelo príncipe jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein. Os membros serão anunciados em março de 2019, enquanto que a comissão só será efetivada para os Jogos de Paris, em 2024.

O presidente do COI, Thomas Bach. comemorou a criação do novo órgão e exaltou sua importância. “Nós estamos extremamente felizes que Zeid Ra’ad Al Hussein tenha aceitado assumir a liderança dessa nova comissão. A promoção dos valores humanos no esporte é uma das principais prioridades do COI desde sua criação. Nossa missão, que é colocar o esporte a serviço da humanidade, caminha lado a lado aos direitos humanos, que fazem parte do nosso DNA”, disse o chefão.

O básico da comissão é garantir um diálogo com as cidades-sedes para que algumas normas sejam estabelecidas para receber os Jogos. Algumas das nomas pedem dos Comitês Organizadores: “respeito a legislação local, regional e nacional, assim como os acordos e protocolos internacionais do país-sede, relacionados a urbanismo, construção, proteção ao meio ambiente, saúde, segurança, condições de trabalho e luta anticorrupção”.


Fonte:Gazeta Esportiva

14 outubro 2018

Protesto "Black Power" nas Olimpíadas de 68 ainda repercute 50 anos depois

Atletas americanos Tommie Smith (D) e John Carlos (E) se abraçam após o final da prova de 200 metros livres nas Olimpíadas do México, dia 16 de outubro de 1968. AFP / -
Cinquenta anos depois de levantar o punho em sinal de protesto nas Olimpíadas do México-1968, os ecos desencadeados por John Carlos e Tommie Smith seguem ressoando com força no mundo do esporte atual.

A imagem dos atletas afro-americanos no pódio, dia 16 de outubro de 1968, com a cabeça abaixada e o punho cerrado e erguido se tornou uma das imagens mais icônicas do século XX.

O protesto redefiniu o conceito de ativismo no esporte, misturando-se com um antiquado movimento olímpico liderado pelo presidente Avery Brundage e os movimentos políticos e culturais ao redor do mundo naquele ano.

Os Estados Unidos já tinham vivido uma comoção por conta dos assassinatos de Martin Luther King e do candidato à presidência Robert F. Kennedy. Entre os dois casos, sangrentas manifestações foram realizadas em Chicago.

Grandes protestos contra a Guerra do Vietnã ganharam protagonismo no mesmo ano em que a França, liderada por estudantes, via iniciar uma grande defesa dos direitos civis.

Durante as Olimpíadas, o clima político ao redor do mundo chegou à Cidade do México. Dias antes do início das competições, forças governamentais do país encararam as manifestações deixando entre 300 e 500 mortos, milhares de feridos e 2.000 presos, segundo informações independentes.

- Repressão sangrenta -

Sob essa sangrenta repressão, os atletas iniciaram a disputa por medalhas em uma Olimpíada que entraria para a história pelo "Black Power", ilustrado pelo gesto de Smith e Carlos

Durante a manhã de 16 de outubro, Smith venceu os 200 metros livres estabelecendo então um novo recorde mundial (19.83 segundos), com Carlos conquistando o bronze atrás do australiano Peter Norman.

Durante a parte da tarde, na entrega das medalhas, Smith e Carlos fizeram o protesto no pódio, uma ação preparada antes do início dos Jogos Olímpicos.

Atletas americanos Tommie Smith (C) e John Carlos (D) levantam o punho ao lado do australiano Peter Normal (E) durante a premiação dos 200 metros livres nas Olimpíadas do México, dia 16 de outubro de 1968. EPU/AFP/Arquivos / -
Os dois atletas eram ativistas desde a etapa na Universidade Estatal de San José, na Califórnia, onde faziam parte do Projeto Olímpico pelos Direitos Humanos (OPHR) criado pelo sociólogo Harry Edwards. Ambos receberam suas medalhas descalços, simbolizando a pobreza dos negros nos Estados Unidos.

Smith se vestiu um cachecol preto para refletir o orgulho negro, enquanto Carlos levava consigo um colar de contas para representar "as pessoas que foram linchadas ou assassinadas e que ninguém fez uma oração por elas".

A princípio, ambos tinham planejado levar um par de luvas pretas cada um, mas Carlos esqueceu as suas e os dois acabaram compartilhando as de Smith, por sugestão de Norman. Os três, Carlos, Smith e Norman, também usaram insígnias da OPHR.

"As pessoas começaram a aplaudir com entusiasmo. De repente, imagino que decidiram que não gostavam do que estavam vendo e (os aplausos) se tornaram veneno e ira", explicou Carlos em um encontro na Cidade do México no mês passado.

"Isso me levou a uma espécie de estado de choque. Deixei o pódio no final com essa sensação de ter nascido no dia 5 de junho de 1945 para estar ali naquele 16 de outubro de 1968. Esse era meu propósito na vida". acrescentou.

- "A maior das tristezas" -

As repercussões contra Smith e Carlos foram duras. Brundage, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) na época, pediu enfurecido que ambos deixassem as Olimpíadas.

Um porta-voz da entidade descreveu o ato como "uma violenta brecha do espírito olímpico".
México 1968: as primeiras olimpíadas na América Latina. AFP / Tatiana MAGARINOS

Em dois dias, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos aceitou o pedido do COI, mandando Carlos e Smith para casa. Os dois foram recebidos recebidos como traidores, inclusive sendo ameaçados de morte.

Carlos atribuiu o suicídio de sua esposa Kim, em 1977, às turbulentas consequências da controvérsia. O velocista qualificou a perda da mulher como "maior tristeza" de sua vida.

Enquanto os dois atletas viviam com as consequências de seus protestos, o mundo do esporte já tinha sofrido mudanças.

Dave Zirin, editor de esportes da revista The Nation e autor do livro "The John Carlos Story: The Sports Moment that Changed the World" (A história de John Carlos: o momento esportivo que mudou o mundo), acredita que o protesto de 1968 deu maior poder aos atletas no mundo do esporte.

"Estes punhos para o alto e as revoltas dos atletas negros assustaram muito o mundo do esporte", disse Zirin à AFP.

"Tudo o que você vê na década de 1970, com a agência livre e salários mais altos, pode ser conectado àquele momento de 1968. E isso levou a grandes fortunas de várias gerações de atletas negros", acrescentou.

"O fator do medo que criou, e a maneira em que os atletas disseram 'espera um momento, estes Jogos são sobre nós e vamos impor nossa vontade política'", analisou.

Para Zirin, o recente ativismo de atletas como o ex-quarterback do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, está diretamente relacionado a Carlos e Smith.

"Muito atletas citam 1968 como uma lembrança para dizer 'olha, isso aconteceu antes, esse é nosso legado como atletas que protestam e não vamos renunciar a isso'", apontou.

"Quando você vê atletas agachados, apoiando o joelho e com o pulso para o alto, estão fazendo isso pela conexão com Tommie Smith e John Carlos".

12 setembro 2018

Comitê Organizador de Tóquio 2020 espera atrair 80 mil voluntários

EFE/ Kimimasa Mayama
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que serão disputados em 2020, anunciou nesta quarta-feira que pretende recrutar 80 mil voluntários, e que os interessados poderão se inscrever para atuar no evento a partir do dia 26 de setembro.

Caso alcance a meta estipulada, serão superados os números das edições mais recentes, de Londres, em 2012, que tiveram 70 mil voluntários, e do Rio de Janeiro, há dois anos, que selecionaram 50 mil pessoas, embora, apenas 35 mil tenham atuado, efetivamente.

O período de inscrição será iniciado em 26 de setembro e ficará aberto até dezembro. De acordo com a organização, a data exata será informada em breve, no site aberto para o programa de voluntariado.

Os selecionados receberão uniforme, alimentação e um seguro - embora tenham que pagar por hospedagem e transporte, se não forem moradores de Tóquio. Eles desempenharão diferentes funções em sedes da competição e Vila dos Atletas.

O período de atuação será de, pelo menos, dez dias, com oito horas diárias de trabalho, incluídos descanso e tempos de espera, informou o Governo Metropolitano de Tóquio.

A administração da capital japonesa, em paralelo, está realizando a seleção de 30 mil voluntários para atuar na cidade, com pelo menos cinco dias de jornada, de cerca de cinco horas. É preciso conhecimento básico de japonês, para oferecer apoio aos turistas durante os Jogos.

A expectativa do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a expectativa é atrair 40 milhões de visitantes ao país no ano de realização do evento poliesportivo.

Os Jogos Olímpicos acontecerão entre 24 de julho e 9 de agosto. Os Paralímpicos serão iniciados em 25 de agosto e terminarão em 6 de setembro.

03 setembro 2018

Tocha olímpica será acesa no dia 11 de março de 2020

A tocha olímpica das Olimpíadas de Tóquio será acessa em 11 de março daquele ano, o nono aniversário do terremoto e do tsunami que devastou o nordeste do Japão, revelou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

"O COI já aceitou essa ideia, porque desde o início tem sido comprometido, sempre que possível, para ajudar a reconstruir a área," disse Bach em entrevista à agência de notícias local "Kyodo", que chamou a iniciativa de "uma ideia maravilhosa".

As palavras de Bach são o primeiro anúncio público do COI sobre a conclusão da cerimônia no aniversário do terremoto e subsequente tsunami que devastou cidades inteiras e deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos, uma proposta que veio da Comissão Organizadora Tóquio 2020.

A chama olímpica foi acesa em Olímpia (oeste da Grécia) desde que a Alemanha nazista apresentou a iniciativa de passar a tocha dos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936.

Após o revezamento na Grécia, a tocha será transportada para o Japão, onde será exibida nas cidades de Fukushima, Iwate e Miyagi, as três mais afetadas pelo desastre de 2011.

01 setembro 2018

Indonésia confirma candidatura para sediar Olimpíadas de 2032

 (Foto: Reprodução)
A Indonésia está interessada em sediar os Jogos Olímpicos de 2032. Neste sábado, o presidente Joko Widodo encontrou Thomas Bach, mandatário do Comitê Olímpico Internacional (COI), e confirmou a candidatura. As próximas edições do evento serão realizadas no Japão (2020), Paris (2024) e Los Angeles (2028).

Ainda não foi confirmada qual cidade seria a sede, mas a escolha deve ser a capital Jacarta. A cidade está recebendo os Jogos Asiáticos e, segundo Widodo, o sucesso do evento deu a segurança para o país se candidatar.

“Após uma excelente experiência nos jogos Asiáticos, acreditamos que podemos sediar o maior evento do mundo. Acreditamos que a Indonésia pode sediar as Olimpíadas de 2032”, declarou o político.

Apesar do interesse da Indonésia, a competição para sediar os jogos de 2032 promete ser forte, já que a Índia e a China, que recebeu o evento em 2008 em Pequim e teria candidatura com Xangai, já demonstraram ter interesse em receber as Olimpíadas. A Austrália, que foi a anfitriã em Sydney 2000, também estuda entrar na briga.

Contudo, a Indonésia foi a primeira a confirmar oficialmente a intenção de receber o maior evento esportivo do mundo, “Aqui há uma grande combinação de simpatia e eficiência e é exatamente isso que os jogos são. É uma grande decisão que dá à juventude deste jovem país uma visão de futuro e capitaliza o sucesso dos Jogos Asiáticos”.


Fonte:Gazeta Esportiva

03 maio 2018

Doping / OJ-2014: COI para recorrer das decisões do TAS que branqueiam russos

O chefe do COI, Thomas Bach, fala à imprensa em Nova Delhi, 19 de abril de 2018 (AFP / Archives / Dominique FAGET)
O Comitê Olímpico Internacional anunciou na quinta-feira que apelaria para as decisões do Supremo Tribunal Federal suíço do Tribunal de Arbitragem do Esporte, que foram parcialmente lavadas por atletas russos envolvidos no escândalo de doping dos Jogos Olímpicos de 2014 em Sochi.

Poucos dias antes dos Jogos Olímpicos em Pyeongchang, o CAS tinha repudiado o COI, o cancelamento total da pena de 28 atletas russos suspensos por 43 beneficiaram do sistema de doping estado nos Jogos Olímpicos de Sochi 2014.

Este sistema, descoberto pela Agência Mundial Antidopagem (WADA), levou a Rússia a ser suspensa das Olimpíadas de Pyeongchang.

O CAS considerou que a evidência era "insuficiente" para estabelecer casos de doping contra esses 28 atletas, anulando a suspensão vitalícia do COI e restaurando seus resultados.

Entre estes atletas caiados de branco está o esquiador Alexander Legkov, de 34 anos, coroado campeão olímpico no evento de 50 km nas Olimpíadas de Sochi de 2014 e que também conquistou a medalha de prata no revezamento de 4 x 10 km.

"O CAS explicou que sua decisão não significa que os atletas são inocentes e, no interesse dos atletas que terminaram atrás dos russos, queremos que o Supremo Tribunal Federal considere essas decisões", disse Bach. .

Esta decisão foi tomada quinta-feira após uma reunião em Lausanne do Conselho Executivo do COI.

As chances de vencer (no Supremo Tribunal Federal) "não desempenharam um papel, o único fator que nos levou a tomar a decisão (apelar) é a proteção de atletas limpos que foram espancados pelos russos" Bach acrescentou.
 
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